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Por Critter Hunter no dia 12/04/2007 às 12h42

O primeiro Caribe ninguém esquece : Cozumel
Karina Dubeux, a Critter Hunter Brasileira

Após o meu batismo como mergulhadora em 1993, segui com o meu dupla para a alegre ilha mexicana de Cozumel e jamais esquecerei minha primeira visão e emoção ao olhar para aquela fantástica cor azul do mar! Cheguei a colocar um pouco dela na mão para confirmar se era real e quem sabe trazer um pouco dela para mostrar para os amigos!

O nosso primeiro mergulho por lá foi trágico e cômico uma vez que demos de cara com enormes peixes que chegavam mais perto do que realmente queríamos. Ficamos sabendo que se tratava de grandes e dóceis garoupas em busca de pedaços de pão. Rimos muito depois...


Uma das gulosas garoupas

Na parte sul da ilha há sucessivos pontos de mergulho de rara beleza como o famoso arrecife Palancar. A rica vida marinha e a “infinita visibilidade” chamaram muito nossa atenção. O que mais me fascinou foram as formações de corais coloridas (laranjas, amarelas, roxas...) e um endêmico peixe-sapo (splendid toad fish) - uma intrigante e esplêndida criatura listrada.


O endêmico peixe-sapo


O coração infantil bateu forte quando vi meu primeiro cavalo marinho e também quando mergulhei e acariciei um golfinho treinado em Xcaret, na vizinha Cancun.


A realização de um sonho...

Voltamos mais duas vezes a este paraíso caribenho, uma delas acompanhados de nossa melhor amiga e também mergulhadora: Mirian Takahashi. É uma delícia se perder nas ruazinhas do simpático centro daquele vilarejo, curtindo a culinária local e seu simpático povo. Recomendo alugar uma pequena motocicleta ou um carro para dar uma volta na ilha e conhecer suas belas praias de areias brancas.


Conhecendo a ilha mexicana

Uma boa dica é conhecer os folclóricos e alegres restaurantes Carlos and Charles, em Cozumel, e o Pericos, em Cancun.

Fiquei de coração partido quando o furacão atingiu a região, mas sua população se uniu e a reergueu! Estou com saudades e será sempre um prazer revê-la...

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Por Critter Hunter no dia 30/03/2007 às 13h38

Doces memórias do Havaí
Karina Dubeux, a Critter Hunter Brasileira

 

Nunca desista de seus sonhos, mesmo que este tenha se iniciado na adolescência…

Foi assim que há seis anos atrás fui atrás do meu: estudar inglês fora do país e de preferência num lugar alegre e próximo do mar. Decidi ir durante um evento de mergulho ao ver uma chamada para um curso de um mês na Hawaii Pacific University. Em quinze dias lá estava eu na colorida e vibrante Honolulu, na ilha de Oahu.


Eu com professores e colegas


Consegui ficar num apartamento vinculado à universidade próximo à Ala Moana Beach e pegava meu ônibus diariamente para minhas aulas matinais. Comprei um bilhete de ônibus, chamado the bus, com número ilimitado de viagens por mês por toda Oahu (incluindo as famosas praias de surf do North Shore), que na época me custou 25 dólares (agora, 40).

Meus companheiros de turma eram na sua maioria asiáticos e apenas um argentino. Ficamos muito próximos e nos divertíamos bastante após as aulas. Éramos três mergulhadores - um deles gerente de um restaurante japonês - em grupo de cinco (minha melhor amiga, a Vivian, de Taiwan, e o argentino Martin não mergulhavam mas nos acompanhavam). Tínhamos almoço oriental (trazido pelo gentil  Hiroshi) a beira mar, na linda e convidativa Hanauma Bay, seguidos de  mergulhos bacanas e snorkeling nesta praia vulcânica.


Eu e a turma rumo a Hanauma Bay



Almoçando sushis trazidos pelo Hiroshi em Hanauma Bay


Éramos ensinados por um casal de professores, mas o Rob dava um toque especial em suas aulas, pois falava bastante sobre a cultura havaiana, música local e jazz. Fomos com ele e sua noiva a um concerto de música contemporânea havaiana, fizemos um bonito passeio de barco para apreciar o pôr-do-sol e dançamos a famosa hula ( tentamos!) com as dançarinas do barco.

Conheci as belas praias havaianas de areias brancas como Waikiki, Hanauma Bay, Kailua e as famosas Pipeline e Sunset Beach ,que atraem surfistas do mundo inteiro pelas suas gigantescas ondas em tubo.


Pipeline



Sunset Beach

 
Nas areias de Waikiki recusei inúmeros convites de professores de surf para aprender a surfar, no entanto jamais esquecerei um final de tarde em que nosso grupo se aventurou numa canoa local (outtriger canoe) a deslizamos numa enorme onda com o vulcão Diamond Head a minha direita. Inesquecível!!!


Eu e minha turma numa outtriger canoe (canoa típica) em Waikiki


E as canoas da minha vizinhança com as guerreiras remadoras que gritavam a cada remada! Como queria estar entre elas...

Apesar do Havaí ser um estado americano, sua população consta de bastante asiáticos, nativos havaianos, americanos e turistas do mundo inteiro, principalmente os orientais. Possui uma cozinha diversificada, uma alegre vida noturna, ótimo clima e uma linda cultura. Vários festivais acontecem durante o ano e pude assistir a dois em um mês: King Kamehameha e o Festival Japonês Matsuri. Tive oportunidade de conhecer dois ótimos grupos de músicos locais: o Kapena e o Hapa.

Conheci a linda ilha de Kawai com sua estonteante Na Pali Coast, que é uma cadeia montanhosa repleta de cachoeiras que desembocam no mar e cavernas esculpidas nestas montanhas. Também mergulhei nesse belo fundo do mar apreciando sua vida marinha.


Na Pali Coast, na ilha de Kauai



E assim realizei um sonho adolescente na terra das boas ondas.

Um outro sonho com meu dupla de vida também se passou neste paraíso em uma outra ilha havaiana, Maui, mas isso é uma outra história para um outro dia...

MAHALO (obrigada) Havaí e seus personagens da minha história!  

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Por Critter Hunter no dia 15/03/2007 às 13h31

Papua Nova Guiné: procurando os pequenos exóticos
Karina Dubeux, a Critter Hunter Brasileira

Foi com muita euforia e a alegria de uma criança que entrei a bordo do super barco de mergulho Paradise Sport, em setembro de 2002. Naveguei na região de Milne Bay, pelas águas mágicas da Papua Nova Guiné, sendo apresentada a uma exótica e misteriosa população de criaturas marinhas.


Eu no Paradise Sport em meio a inúmeras embarcações típicas da região

Além do privilégio de conhecê-las, tive a oportunidade de visitar a simpática e alegre cidade australiana de Brisbane, bem como a ilha de Fraser e a famosa praia de surf Surfers Paradise, na costa dourada australiana.

Essas paradas pré-mergulho são essenciais para afastar jet lags e chegarmos mais inteiros para os mergulhos, assim como saciar a curiosidade de viajantes e aumentar nosso aprendizado de tantos mundos diferentes.

Os mergulhos aconteciam como a magia de um circo. O coração saltitava ao ver diversos tipos de peixes-palhaços, cavalos-marinhos, miniaturas de sépias que mudavam de cor e razorfishes, peixes que nadavam com uma coreografia própria na vertical e passavam entre corais.

Constatei que as minhas lesminhas coloridas, os nudibrânquios, tinham as mais diversas cores e formas e comecei a aprender os seus nomes. Presenciei polvos raros que, ainda por cima, estavam acasalando.


Polvo na areia negra


Quando realizava os famosos mergulhos em áreas com fundo de areia negra, mundialmente conhecido como muck diving, ficava impressionada com as mais ousadas formas de mimetismo de pequenos seres se escondendo dos seus predadores. Frondosos peixes-cachimbos fantasmas eram ora brancos, ora negros, e, em forma de folhas, se escondiam entre crinóides de mesma cor.


Peixe-cachimbo fantasma


Dois peixes-cachimbo

Nesses momentos me sentia brincando de esconde-esconde! Vi os tímidos e belos peixes-mandarins, os peixes-sapos, as rápidas e divertidas tamarutacas de invejáveis olhos e tantas outras criaturas do mundo negro.

Tive oportunidade de mergulhar com os raros nautilus, atraídos por iscas de frango numa gaiola em águas profundas que os guias de mergulho haviam colocado no dia anterior. Brincamos um pouco com oito deles que se movimentavam para fora de seus cascos e que, em seguida, foram devolvidos pela instrutora Ruth - que desceu aproximadamente 50 metros.


Mergulho com nautilus

Esse mergulho foi feito no azul e fomos também presenteados com cardumes de enxadas, budiões, pena-fishes, tubarões e tantos outros.


Cardume de pena-fish


Crinóides bacanas

Eu e meu dupla, Isac, fizemos um mergulho noturno bacana com a companhia do Renato e da Marina Minamissava. Vimos pela primeira vez uma linda criatura vermelha de mais ou menos 40 cm, com anteninhas e fru-fru: a desejada dançarina espanhola!

A festa continuou quando vimos um enorme caranguejo-esponja que trazia um coral com a forma de um elegante chapéu sobre sua cabeça e outro com um coral mesa! É, acho que interrompemos uma noite de gala com exibição de seus modelitos...

Conheci um pouco da população local quando descemos numa aldeia. Vimos crianças na escola e as presenteamos com mimos. Compramos também artesanatos locais.


Eu entre as crianças da aldeia que visitamos

Quando subíamos dos mergulhos, encontrávamos inúmeras embarcações de madeira. Eles nos aguardavam para vender algo ou para receber presentinhos, principalmente as crianças. Assistíamos a kula (troca de frutas e verduras por outras necessidades daquela pobre população).


Nativo e seu filho em canoa típica

Fechamos com chave de ouro em uma festa verde e amarela no último jantar daquela expedição. Ouvimos as crianças que subiam no barco para cantar sing sing (canções locais), perpetuando os vários momentos lúdicos e de magia que tivemos...

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Por Critter Hunter no dia 01/03/2007 às 17h10

Pantanal : de Critter Hunter a Bird Watcher
Karina Dubeux, a Critter Hunter Brasileira

Ao encostar meus olhos no fantástico telescópio do bird watcher (observador de pássaros) norueguês Terry, que focava um lindo pica-pau amarelo nos arredores da pousada Baiazinha do Refúgio Ecológico Caiman, percebi que iria começar um “mergulho” acima da água, pois imediatamente o comparei o pássaro a um lindo e colorido nudibrânquio. Dessa vez, as “critters” (criaturas) iriam ser as lindas e majestosas aves do Pantanal.

Assim que cruzamos as porteiras desse paraíso ecológico, sabe quem veio nos dar as boas vindas? Três lindas araras-azuis que rasgaram o céu como um cometa! Interpretamos aquela visão como um ótimo presságio... E foi.

Ao chegarmos à sede da Caiman, fomos conduzidos até a Baiazinha bem na hora da chuva, nos lembrando que era a época da enchente no Pantanal. O espetáculo continuou com a revoada dos lindos colhereiros de cor rosa e diversas garças, sem falar nos imponentes jaburus (tuiuiús) que estavam nos alagados campos formando um divino cenário.


O espetáculo da revoada




Tuiuiú

A pousada é um bibelô aconchegante, construída sobre palafitas, voltada para uma baía. Ao abrir a porta da varanda, quem veio dar um oi foi um simpático jacaré. Achei que já podia voltar para casa, uma vez que já tinha visto o bastante, mas...


Eu e a guia Olívia durante o fufu

Fizemos dois safáris fotográficos guiados pela eficiente e gentil Olívia, que trabalhava em harmonia com o condutor do veículo e guia de campo, o experiente e divertido Juarez. Parávamos sempre quando o vibrante e curioso norueguês localizava alguma ave diferente e já dizia seu nome, bem como focava com o seu telescópio ambulante. Era a mesma procura e felicidade quando acho as criaturinhas no mergulho.

E assim fomos aprendendo a reconhecer diversos tipos de garças, cegonhas, gaviões, pica-paus, papagaios, araras, tucanos e tantos outros...Tivemos sorte de ver alguns outros bichos (apesar da época da vazante ser mais propícia) como anta, tamanduá-bandeira, macacos bugios, lobinhos, veados-campeiros, emas e incontáveis capivaras. Faltou a onça! Mas pra que?


Gavião-carcará

O mergulho continuava durante a cavalgada por diversas paisagens com um bonito gado. Sorríamos como crianças ao atravessar o rio no cavalo com água pela cintura, dando uma paradinha para tomar um refrescante tererê (chimarrão gelado do Pantanal).


Isac, meu marido, se divertindo na cavalgada

E a comida da cozinheira Rosa? Maravilhosa!

Fomos jantar um churrasco pantaneiro e durante o trajeto fizemos focagem noturna com lanternas. A Olívia com sua enorme lanterna mostrava-nos a bicharada e seus fantásticos olhos. Os dos jacarés (espécie caiman) eram vermelhos, mas estávamos em busca dos azuis: de jaguar e onça. Era um verdadeiro mergulho noturno e a sensação de brincar de detetives em busca de fantásticos seres do mato e dos ares!

Não acreditei quando o guia Juarez emitiu diferentes sons chamando os jacarés para o fufu (alimentação com pulmão de boi) e não é que os bichos vieram mesmo! Deixaram até fazer fotos com eles...

Adorei brincar de ser bird watcher (observadora de pássaros) e já sinto saudades deles! Eh,... Acho que fui mordida!


Eu no Refúgio

PS: Não é a toa que o Refúgio Ecológico Caiman está entre os três finalistas do mundo na categoria conservação e o WTTC (World Travel & Tourism Council) premiará o vencedor no dia onze de maio em Lisboa.

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Por Critter Hunter no dia 16/02/2007 às 15h11

Ser critter hunter, eis a questão
Quando e como percebi que era uma “critter hunter”(do inglês, caçadora de criaturas)

Karina Dubeux, a Critter Hunter Brasileira

Tudo começou em 28 de dezembro de 1997 (meu 85º mergulho), na Grande Barreira de Corais, Austrália, durante uma situação inusitada e de contrastes! Eu não estava nem um pouco animada para mergulhar no chamado scuba zoo, pois se tratava de um mergulho para alimentar tubarões. Mas meus companheiros do Mike Ball liveaboard estavam excitadíssimos.


Quadro com a programação dos mergulhos

Os guias de mergulho desceram com uma enorme lata fechada com peixe fresco. Existiam jaulas de ferro nas quais deveríamos entrar quando a lata fosse aberta. A maioria dos mergulhadores, inclusive o meu dupla, permaneceu fora das jaulas sentindo e clicando fotos daquele frenesi. Dezenas de tubarões de olfato aguçado estavam ávidos por aquele promissor banquete com sangue fresco.


Mergulho com tubarões


Uma enorme lata com peixes serve para atrair os tubarões

Eu e uma minoria de mergulhadores logo entramos nas jaulas. Juro que me esforçava para ter prazer com aqueles grandes seres de design arrojado, que lembravam lindos aviões voando sobre nossas cabeças. Eis que, de repente, meus olhos vão de encontro a uma lindíssima e maravilhosa criaturinha grudada dentro da jaula: um nudibrânquio!

Passei o mergulho magnetizada e encantada com aquela lesminha fashion, de anteninhas e fru-frus. Me perguntava porque estava apaixonada  por aquele serzinho colorido e se existiriam outros tão belos em outros mares.


Jaula em que descobri o nudobrânquio




Tubarão em busca de alimento



Não parei de olhá-la nem mesmo quando a lata foi aberta. Ela me cativou... e o Pequeno Príncipe veio naquele momento: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.


Nudibrânquio




Passei a procurar os nudibrânquios por diversos mares, como Papua Nova Guiné, Malásia, Tailândia, Indonésia e tantos outros lugares. Não achei somente eles, mas também cavalinhos-marinhos, peixes-cachimbos, peixes-sapos, diversos tipos de peixes-palhaços, peixes-folha, escorpiões e tantos outros bizarros seres marinhos.


Espécie de peixe-palhaço

Percebi que gostava de belas, mas também me fascinava por feras. Finalmente descobri que era uma caçadora de criaturas ao conhecer a fotógrafa suíça, e também critter hunter, Monique Walker, durante uma viagem às ilhas Maldivas em 30 de setembro de 2003. Foi aí que me dei conta que fazia parte de uma tribo de mergulhadores: a dos critter hunters.

Essas exóticas e enigmáticas criaturas estão sempre me apresentando diversas culturas, lugares, povos e acima de tudo me ensinando a entender melhor a alma humana.
Alguns vão em busca de grandes tubarões, já outros buscam pequenos e magníficos seres que se revelam no mundo da macro fotografia, ou seja, o fantástico mundo macro!

Sou uma assumida critter hunter, graças a Deus...

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Por Critter Hunter no dia 02/02/2007 às 18h05

Belize: a segunda maior barreira de corais do mundo
Karina Dubeux, a Critter Hunter Brasileira


Eu, Karina, em frente ao mapa com pontos de mergulhos de Belize

Quando decidimos mergulhar nesse Caribe Maia, em abril de 2006, sabíamos que haveria duas opções: mergulhos locais (Ambergris Caye) e os especiais (Blue Hole e Turneffe Atol).

Tivemos a oportunidade de fazer ambos, que são incomparáveis. Os dois últimos, são locais de rara beleza, e, apesar de distantes, valem muito a pena.

Ao sairmos do Brasil já havíamos feito o pacote de mergulho que incluía o hotel Aquamarina Suítes e a operadora de mergulho Aqua Dives, cotada como a “melhor” por revistas de mergulho internacional.


Peixe-tambor em Belize


Lagosta em meio a corais laranjas

Tivemos uma grata surpresa ao saber que o nosso primeiro dia de mergulho seria no tão sonhado buraco azul (Blue Hole). Índigo que escondia nas suas profundezas estalactites a quarenta metros de profundidade.

Apenas não contaram que enfrentaríamos três horas intermináveis sentados em bancos de madeiras num mar agitado e usando coletes salva-vidas como amortecedores para o bumbum.

Foi emocionante avistarmos aquele círculo perfeito de um azul-marinho profundo ladeado por um lindo azul claro cristalino! Sabíamos que tínhamos encontrado um oásis no meio do mar.

Fomos recepcionados por um pelotão de enormes garoupas e budiões, mas vimos apenas um grande tubarão-cinza de arrecife. Brincamos entre as lindas e pontudas estalactites como crianças deslumbradas.

Fizemos mais dois mergulhos maravilhosos e almoçamos na paradisíaca ilha de Half Moon Caye. Um gostoso frango cozido à moda beliziana ao lado do simpático vôzinho mergulhador de Kentucky, o Leo.


Nas águas de Belize há vários badejos-quadrado



Apesar do percurso e do barco, valeu! Mas se você pretende ir ao Blue Hole, vá de liveaboard ou com o maravilhoso barco da operadora Amigos Del Mar.

Ah, rasguei a revista internacional pela informação errada sobre a “melhor” operadora de mergulho! Procure optar pelo barco hotel. Você ficará próximo aos melhores pontos de mergulho. Mesmo assim recomendamos ficar uns dias em San Pedro para curtir o astral desse alegre e querido lugar!

Queríamos muito ir a outro ponto de mergulho especial, também distante da costa, chamado atol de Turneffe. Só que ficamos traumatizados por causa do passeio anterior.

Para nossa felicidade a Acqua Dives não tinha planejamento para os próximos dias. Assim, tivemos a oportunidade de mergulhar com a nossa eficiente vizinha, a operadora Amigos Del Mar.

Nossa jornada começou às 5h30 em um confortável e grande barco e com um delicioso café da manhã de boas vindas. Acomodamo-nos na parte superior do barco e tivemos a companhia de golfinhos e peixes-boi durante o trajeto.

Presenciamos uma rica vida marinha com direito a tartarugas e cardumes de budiões coloridos, tudo isso emoldurado por belos corais, inclusive negros. Foram três maravilhosos mergulhos e um delicioso “rango” na ilha de Calabash.


Belo caranguejo


Tubarão-lixa na reserva marinha de Hol Chan

Quando subimos para o quarto 206, víamos abaixo da nossa varanda a Amigos Del Mar, nossa vizinha operadora, e sorríamos um para o outro.

Nessa mesma varanda presenciamos espetáculos durante o pôr-do-sol. Belas fragatas-negras planavam no céu e se concentravam à nossa frente como se quisessem dizer que éramos bem-vindos.

Parecia que tínhamos o direito de voar alto e continuar perseguindo os nossos sonhos e, porque não, planando onde tivermos vontade...

Os pelicanos vinham nos dar bom dia diariamente e anunciar que tínhamos peixinhos por ver!!!

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Por Critter Hunter no dia 19/01/2007 às 13h23

Festa em cima e embaixo das águas fijianas
Karina Dubeux, a Critter Hunter Brasileira

As duas rotas mais usuais de entrada nas 332 ilhas de Fiji são via Auckland e Los Angeles, chegando em Nadi (maior cidade) para daí voar para ilhas remotas ou embarcar em grandes barcos para as mais próximas - como as ilhas Mamanucas.


Eu comprando artesanato em Nadi

Optamos, eu e meu marido Isac, pela remota Taveuni, de vegetação exuberante, com uma bela visão do estreito de Somossomo - que abriga uma fauna marinha fantástica e os famosos corais moles multicoloridos.

Ficamos no aconchegante Garden Island Resort, que nos proporcionou ótimos momentos com seus quartos com decoração fijiana, funcionários muito gentis e lindos pores-do-sol com direito a gigantes morcegos que se alimentam de frutas e rasgam o céu anunciando o final do dia.

Tivemos experiências culturais ótimas numa típica vila fijiana guiados pelo sucessor do chefe local (sete casas com cerca de 50 pessoas). Vimos como cozinham raízes e carnes na terra cobertas por folhas e palhas de coqueiros, como confeccionam esteiras e vassouras, além de outros hábitos locais. Claro que a nossa despedida foi com a festiva cerimônia da kava, acompanhada de canções locais e ainda dançamos com eles adornados por belos corais de hibiscos vermelhos e laranjas e coroas de flores em nossas cabeças. As crianças cantaram "sing sing" (do verbo cantar, em inglês) e nós compramos lindos quadros feitos por eles.


Fijianas confeccionando esteiras




Preparação da Kava

Fizemos ótimos mergulhos com direito às delicadas enguias que mudam de cor e de sexo no decorrer de suas vidas que meu marido, Isac, tanto queria ver. A priori são machos negros de contornos amarelos , depois azuis e amarelas e finalmente fêmeas amarelas. Vimos as dançarinas serpentes pretas e brancas do mar, lindos corais coloridos, peixinhos palhaços, nudibânquios . Às vezes uma pequena enguia faz seres humanos cruzarem oceanos e serem presenteados com surpresas culturais únicas...


Serpente marinha




Peixe-palhaço em anêmona


Nossa despedida daquela inesquecível ilha foi proporcionada pelos versáteis funcionários do hotel e do centro de mergulho, que se transformaram em exímios dançarinos fijianos, vestidos com roupas típicas e fizeram um lindo show usando suas mãos com gestos delicados - principalmente as mulheres. Foi com muita emoção que vi a Nia (guia de mergulho), que dentro da água se mostrava um pouco atrapalhada, se transformar numa graciosa e vibrante dançarina dando o seu melhor para aqueles expectadores. Os homens usavam instrumentos de madeira nas suas coreografias e entre eles estava o tímido segurança do hotel, que foi simplesmente o apresentador e líder daquele espetáculo.
                  
Nas ilhas dos “bulas” (boas vindas) e “vinakas” (obrigado) nada melhor, para recordar, que fechar os olhos e escutar lembrando da sensível e forte canção de despedida cantada pelos fijianos: ISA LEI. Difícil não encher os olhos de lágrimas...


Eu filmando em Fiji

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Por Critter Hunter no dia 21/12/2006 às 10h15

Secret Bay, Puri Jati e Menjangan: os secretos vizinhos de Bali
Karina Dubeux, a Critter Hunter Brasileira


Peixe sapo em Secret Bay

Iniciamos o nosso fantástico pacote de sonhos para fotógrafos mergulhadores em junho de 2006, numa van, com os primeiros raios de sol, presenciando durante o caminho as primeiras oferendas aos Deuses pelas indonesianas, mercados locais coloridos e à medida que nos afastávamos da cidade, os campos de arroz e templos se sucediam como um oásis para os nossos olhos.


Eu em um campo de arroz com templo atrás, em Puri Jati

Após 3 horas e meia de Bali chegamos na secreta baía( na ponta noroeste da ilha de Bali) e os nossos dois guias estavam a postos para nos apresentar as criaturas do mundo macro(dos pequenos e exóticos seres marinhos que eu tanto amo), mergulho este que durou 70 minutos com um delicioso noodles (macarrão oriental) no almoço e uma música islâmica de fundo. Uma viagem!


Cavalo-marinho


Peixe bangay

Fomos levados para o maravilhoso hotel Mimpi Menjangan, à noroeste de Bali, com sua linda jardinagem e suas prazerosas águas termais, algumas delas debruçadas sobre o mar com uma estonteante visão para um exuberante manguezal.

No dia seguinte, mergulhamos na vulcânica praia de Puri Jati (na costa norte de Bali próximo ao vilarejo de Lovina), próximos a um campo de arroz com um enorme templo ao fundo e senhoras carregando em suas cabeças enormes caixas de uvas (±50K). Belo mergulho e cenário! Plantações de uvas a beira mar!


Nudibrânquio

Seguimos rumo a Tulambem (pequeno vilarejo na costa noroeste de Bali), passando por diversos vilarejos e templos, dormindo na frente do gigante adormecido, o vulcão Agung. Mergulhamos apartir da praia novamente, no famoso naufrágio incrustado por corais, o Liberty com a ajuda de senhoras que equilibravam nossos cilindros em suas cabeças com uma impressionante agilidade, visto que havia muitas pedras naquela praia de areias negras vulcânicas.


Eu, Karina, em uma terma natural após dia de mergulho

A eficiência e a generosidade dos nossos guias e da operadora AquaMarine tornaram a nossa viagem inesquecível. Termos fotografado os peixes bangay em Secret Bay foi um fato inusitado e nos tornou referência local. E o melhor, Bali é logo ali...

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Por Critter Hunter no dia às 10h14

A Critter Hunter Brasileira
Karina Dubeux – mergulhadora de mais de 500 imersões e reumatologista

Sou uma curiosa viajante e aprendiz do ser humano que se apaixonou por pequenas criaturas marinhas. Ora bizarras e misteriosas, ora lindas e inacreditáveis, elas têm a impressionante capacidade de mimetismo com o seu habitat, que estimulam o lúdico, brincando de esconde-esconde comigo e com os seus predadores.

Fui contaminada por essas belas e feras pela fotógrafa e mergulhadora suíça Monique Walker, durante uma expedição às Maldivas, que me presenteou com o seu fascinante livro: Critters (Criaturas) e suas sedutoras histórias sub e sobreaquáticas pelos mares da Indonésia.


Eu (esquerda), Monique Walker e meu marido, Isac

Mergulhei para conferir tal novo universo e foi paixão à primeira vista. Ainda por cima esses seres adoram a Ásia, demonstrando seu bom gosto e me fazendo procurá-los em lugares com povos e culturas especiais.


Eu no templo mãe (Besaki) em Bali

Atravesso o mundo para conhecer coloridas e diferentes lesminhas do mar, principalmente os meus favoritos nudibrânquios (invertebrados), que me fizeram e me fazem conhecer lindos terraços de arroz, dançar legong (dança balinesa de delicados movimentos com as mãos e olhos), entender melhor o hinduismo e seus maravilhosos templos...


Dançando legong

Fui atrás deles na Papua Nova Guiné e ouvi crianças cantando sing sing (apresentação de canções de boas vindas das crianças). Em diferentes lugares na Indonésia cheguei a ser apresentada até aos dragões de Komodo. Na Tailândia vi um lindo e branco peixe-cachimbo-fantasma que anunciava alguns fantasmas durante a passagem da onda assassina, o tsunami, enquanto eu o contemplava mergulhando.

Esses lugares exóticos com suas belezas, curiosidades e peixinhos me revigoram para melhor cuidar dos meus pacientes, portadores de dor crônica.

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